Skip links

Retrofit vale a pena?

Retrofit vale a pena quando três condições se encontram:

  1. Um projeto conduzido com responsabilidade técnica;
  2. Um escopo claro do que foi de fato atualizado no edifício
  3. Uma localização que serve à rotina de quem vai morar ali.

Quando isso acontece, o retrofit entrega algo incomum no mercado: um apartamento com funcionamento de imóvel novo em uma região onde a cidade já está pronta.

A resposta completa, no entanto, depende do que está sendo comparado.

A comparação por trás da pergunta

Ninguém pesquisa “retrofit vale a pena” à toa. Quem digita essa pergunta costuma ter outras abas abertas no navegador: um usado mais barato no mesmo bairro, um lançamento na planta num bairro mais afastado. Por isso, na hora de comparar, é importante avaliar qual alternativa faz mais sentido, considerando que, apesar das semelhanças, são produtos diferentes.

Cada alternativa carrega seu lado positivo e o não tão positivo assim.

No usado, o problema costuma estar escondido atrás da parede, a elétrica que ninguém revisou, a hidráulica que ninguém sabe quando foi trocada, o elevador que vira pauta de assembleia de condomínio todo ano. Não é motivo pra descartar um bom usado, é só o que entra na conta de quem compra. Um levantamento da FipeZAP mostrou que, mesmo com 8 em cada 10 compradores optando por imóvel usado, a maioria procurava um sem necessidade de reforma. A demanda quer o usado, mas sem o trabalho do usado.

Já o lançamento em bairro em expansão cobra em tempo. O apartamento fica pronto antes do entorno (padaria, farmácia, sombra de árvore na calçada, linha de ônibus decente levam anos pra se formar), e enquanto isso a rotina segue longe do que precisa. E quando o novo acontece em um bairro já consolidado, existe um preço para isso que tende a ser maior.

O retrofit fica exatamente no meio, estrutura revisada e instalações novas, como um lançamento, dentro de um bairro que já funciona, como um usado. É essa combinação que sustenta a resposta curta lá do início.

Para quem quer morar

Aqui a conta é menos financeira e mais de rotina: quanto tempo do dia se gasta atravessando a cidade, e o que esse tempo poderia virar se a vida estivesse mais perto de casa?

Um apartamento retrofit bem localizado costuma estar numa região consolidada que na prática, é descer e resolver a vida a pé: café, mercado, academia, trabalho, um bar no fim do dia, é a variável que pesa mais pra quem já não quer depender do carro pra tudo.

Para quem pensa em retrofit como investimento

O que dá pra afirmar é: imóveis em regiões consolidadas partem de uma demanda que já existe, não de uma aposta sobre o futuro do bairro, e um produto diferenciado tende a se destacar em mercados onde a oferta é toda parecida.

Apartamentos de 1 a 2 quartos em regiões centrais e de bom fluxo têm se mostrado uma escolha sólida, seja para long-stay, seja mirando valorização. É o tipo de imóvel que reúne demanda alta com oferta ainda escassa — e retrofit, por natureza, tende a entregar justamente essa metragem, na localização que sustenta esse raciocínio.

Se a conta fecha em cada caso é algo que depende de cálculo e planilha própria e de uma conversa franca com quem entende do mercado local.

Quando o retrofit não vale a pena

Há situações em que a resposta é não. Quem prioriza condomínio-clube, com piscina, quadra e brinquedoteca, dificilmente vai encontrar esse programa num edifício retrofitado, a estrutura existente impõe limites, e o produto costuma apostar em outra proposta de vida.

O que verificar antes de assinar

Quatro pontos resolvem boa parte da avaliação:

  • Quem assina o projeto: A incorporadora e o escritório de arquitetura precisam estar identificados, com nome e registro.
  • O que foi trocado: O escopo da obra (elétrica, hidráulica, elevadores, esquadrias, estrutura) costuma vir documentado em detalhe.
  • Se o bairro serve à rotina de quem vai morar ali: A localização é metade do valor de um retrofit, e isso se sente andando pelo entorno, não só olhando o mapa.

Apartamento retrofit em Curitiba: um caso concreto

O BRASIL⁠.WF, primeiro retrofit da Weefor, transforma o Edifício Brasil, erguido em 1959 no Mercês, em 25 apartamentos e uma unidade comercial no térreo.

O projeto reúne os pontos que sustentam essa decisão: arquitetura assinada pelo Estúdio 41, escuta prévia com a vizinhança, levantamento de memória do edifício, análise estrutural, incorporação da Weefor.

Imagem: Render Retrofit BRASIL.WF 

A localização, aqui, tem número! O endereço tem WalkScore 96 de 100, o que significa resolver praticamente tudo a pé, num raio onde estão o polo gastronômico da Prudente de Moraes, o Sesc da Esquina e o Museu Paranaense. Num país onde se perde mais de cem horas por ano no trânsito, morar assim muda o formato da semana.

Para conhecer o projeto de perto, a página do BRASIL.WF tem mais detalhes.

Dúvidas frequentes

Vale a pena comprar um apartamento retrofit para alugar?

A demanda por aluguel acompanha a localização, e retrofits costumam estar onde ela já existe. Mas a decisão pede uma ponderação de valor de compra, custo de condomínio, aluguel praticado na região, feita com um profissional do mercado local.

Retrofit tem as mesmas garantias de um imóvel novo?

Quando vendido como incorporação imobiliária registrada, sim: memorial descritivo, prazos e responsabilidade legal da incorporadora seguem as mesmas regras de um lançamento convencional.

Como saber se um retrofit foi bem feito?

Pelo que está documentado, escopo da obra, responsável técnico identificado e incorporação registrada dizem muito sobre a qualidade.

Retrofit é a mesma coisa que comprar um apartamento reformado?

Não. Um apartamento reformado passou por uma obra pontual, no padrão e no orçamento dele. O retrofit refaz o edifício inteiro como empreendimento, sob responsabilidade técnica. A diferença completa está no nosso guia sobre o que é retrofit.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência.